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ROMU

Rondas Ostensivas Municipais de Manaus

ROMU - MANAUS

A criação da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) na Guarda Municipal de Manaus representa exemplo concreto dessa flexibilidade institucional. Longe de descaracterizar a vocação comunitária da corporação, a ROMU foi concebida como instrumento de proteção avançada do cidadão, voltado especialmente para cenários de maior risco, nos quais a presença ostensiva tradicional não seria suficiente para inibir ou neutralizar a ação criminosa.

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A opção por estruturar a ROMU não significou a substituir ou a descaracterizar a atuação preventiva da Guarda Municipal. Ao contrário, ela reforçou esse modelo, ao permitir que as equipes ordinárias continuassem exercendo seu papel com tranquilidade, enquanto situações mais complexas fossem encaminhadas a servidores especialmente preparados para esse tipo de intervenção. A especialização passou a funcionar como fator de proteção institucional, reduzindo improvisações, minimizando riscos e prevenindo excessos.

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No campo prático, essa necessidade tornou-se evidente no enfrentamento aos assaltos a ônibus, fenômeno que, por sua natureza, envolve elevada exposição de vítimas, uso recorrente de armas de fogo e alto potencial de letalidade. Nesse contexto, a simples presença preventiva revelou-se insuficiente. Era indispensável dispor de equipes com:

·       maior nível de treinamento tático;

·       armamento adequado;

·       capacidade de resposta rápida;

·       criação de expertise em abordagem a ônibus;

·       integração com inteligência e planejamento operacional.

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A atuação da ROMU no transporte coletivo mostrou, de forma empírica, que policiamento comunitário e especialização operacional não são opostos, mas partes de um mesmo sistema coerente de proteção social.

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FORMAÇÃO E TREINAMENTOS

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O curso da ROMU envolveu instruções intensivas, realizadas em regime de imersão e com simulações realísticas de cenários de crise. As disciplinas abarcaram desde noções avançadas de direitos humanos até técnicas de gerenciamento de multidões, uso controlado da força e defesa pessoal em ambiente urbano.

 

A formação e os treinamentos da ROMU foram realizados e operacionalizados pelas polícias de elite do Amazonas, como o CORE (coordenadoria de Recursos Especializados), da Polícia Civil do Amazonas, e ROCAM (Rondas Ostensivas Cândido Mendes), da Polícia Militar do Amazonas.

 

A troca de experiências entre as forças policiais elevou o padrão de profissionalismo da tropa, permitindo que os agentes alcançassem um nível de atuação comparável ao de forças de segurança mais antigas e experientes. A exigência física também foi intensificada, com treinamentos diários voltados à resistência, agilidade e disciplina corporal.

 

A formação dos operadores da ROMU inicia-se antes mesmo do primeiro dia oficial de instrução técnica. A chamada Semana Zero do Curso da ROMU 2025 representa o momento de transição entre o candidato e o agente em formação, no qual são testados valores essenciais como disciplina, resistência física e emocional, espírito de equipe e comprometimento com a missão institucional.

 

Mais do que uma etapa preliminar, trata-se de um rito formativo que estabelece o padrão de conduta, o nível de exigência e a cultura operacional que nortearão todo o curso.

 

Os treinamentos foram estruturados para atender às exigências desse novo patamar de atuação. Os servidores passaram por capacitações específicas com disciplinas que incluem:

1.      Educação Física

2.     Noções de APH em Combate

3.     Instrumentos de Menor Potencial Ofensivo (IMPO)

4.     Noções de Técnicas de Algemamento e Condução de Preso

5.     Defesa Pessoal

6.     Montagem e Desmontagem de Armamento

7.     Abordagem a transeuntes e busca pessoal

8.     Abordagem veicular e busca veicular

9.     Abordagem a ônibus

10.   Condução de Veículo Operacional

11.    Armamento e Tiro

12.   Habilitação para espingarda Calibre 12

13.   Habilitação para carabina T9

14.   Retenção e Contra Retenção

15.   Noções de Conduta de Patrulha

16.   Noção de Segurança de Autoridade

17.   Noções de CDC

18.   Noções de C.Q.B | Low Light

19.   Noções de Sobrevivência em Área Rural

20.  Ambientação ao meio líquido (entrada, permanência, deslocamento e salvamento)

21.   Doutrina ROMU

 

A formação buscou integrar técnica operacional com conhecimento jurídico, reforçando a segurança jurídica da atuação em ocorrências complexas.

 

Os treinamentos da ROMU também enfatizaram a atuação coordenada, o cumprimento rigoroso de protocolos e a tomada de decisão sob estresse, sempre orientada pela legalidade e pela proteção da vida.

A especialização não foi tratada como licença para ampliar o uso da força, mas como responsabilidade ampliada para saber quando, como e se intervir.

 

ATUAÇÃO OPERACIONAL

 

No que se refere à atuação operacional, a ROMU passou a ser empregada em situações que exigem maior presença ostensiva e capacidade de resposta, como operações em áreas sensíveis, apoio a outras equipes da Guarda Municipal, atuação em ocorrências de maior risco e ações integradas com os demais órgãos de segurança pública. Sua presença contribui para a estabilização de cenários críticos, permitindo que a Guarda atue de forma mais organizada, eficiente e segura.

 

Entre as atribuições da ROMU estão:

·       Apoio a grandes operações integradas com forças estaduais e federais;

·       Intervenções em distúrbios civis e eventos de massa;

·       Patrulhamento em áreas críticas com alto índice de violência ou desordem urbana;

·       Ações de escolta e proteção de autoridades em missões municipais;

·       Abordagem a ônibus em rotas e terminais de ônibus.

 

Essas funções conferiram à unidade um caráter polivalente e estratégico. O apoio a operações integradas, por exemplo, consolidou o papel da ROMU como elo entre o município e as demais forças do Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). Em distúrbios civis e eventos de massa, a ROMU mostrou-se essencial para garantir tanto a ordem quanto o respeito aos direitos constitucionais de manifestação. Já no patrulhamento de áreas críticas, sua presença ostensiva serviu como elemento de dissuasão, reduzindo indicadores de violência e fortalecendo a sensação de segurança. Por fim, na proteção de autoridades e missões institucionais, a unidade assumiu funções de alto risco, atuando com profissionalismo e reforçando a imagem de credibilidade da corporação.

 

A existência da ROMU também produziu efeitos positivos sobre toda a instituição, ao concentrar ocorrências mais complexas em um grupamento especializado, reduzindo a exposição desnecessária de equipes ordinárias e elevando o padrão técnico geral da Guarda Municipal. Assim, o grupamento passou a funcionar como referência interna de profissionalismo, disciplina e preparo operacional.

 

A ROMU NO TRANSPORTE COLETIVO

A atuação da ROMU no sistema de transporte coletivo de Manaus tornou-se uma das expressões mais concretas do seu papel institucional de proteção da população. O transporte público representa, diariamente, o espaço de circulação de milhares de trabalhadores, estudantes e cidadãos que dependem do ônibus para exercer seus direitos mais básicos, como ir ao trabalho e retornar com segurança para casa. Garantir a tranquilidade nesse ambiente passou a ser compreendido como missão prioritária da segurança pública municipal.

 

As operações nos ônibus urbanos foram planejadas a partir de critérios técnicos e estratégicos, concentrando-se nas principais vias da capital, nas linhas com maior incidência de assaltos e nos terminais de integração, locais historicamente sensíveis e de grande fluxo de pessoas. A presença ostensiva e qualificada da ROMU nesses pontos não teve caráter aleatório, mas resultou de análise do cenário urbano e da necessidade de oferecer resposta direta a uma das maiores preocupações da população usuária do transporte coletivo.

 

As abordagens a ônibus passaram a ser realizadas de forma técnica, criteriosa e respeitosa, sempre observando os princípios do uso progressivo da força e da legalidade. A atuação da ROMU priorizou a segurança dos passageiros, evitando riscos desnecessários e garantindo que as intervenções ocorressem de maneira organizada e profissional. A presença dos agentes dentro dos coletivos transmitiu sensação imediata de proteção, reduzindo a vulnerabilidade dos usuários durante seus deslocamentos diários.

 

Para complementar a compreensão sobre a atuação da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU) na proteção do transporte coletivo de Manaus, disponibilizamos uma reportagem que mostra, na prática, essa atuação especializada em ação. O vídeo registra operações reais da ROMU no combate a assaltos a ônibus — um dos desafios mais sensíveis da segurança urbana — evidenciando a presença territorial, a coordenação tática e a capacidade de resposta rápida que caracterizam essa unidade.

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Ao assistir, o leitor poderá visualizar não apenas o resultado das estratégias aqui descritas, mas também a importância de uma força municipal preparada para atuar com eficiência e proximidade da comunidade

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Como resultado dessas ações, a ROMU contribuiu de forma significativa para a retirada de armas de circulação, tanto armas de fogo quanto armas brancas, frequentemente utilizadas em crimes praticados no interior dos ônibus. Cada arma apreendida representa não apenas um objeto retirado das ruas, mas um potencial crime evitado e inúmeras vidas preservadas. Esse aspecto reforça o caráter preventivo da atuação da ROMU, que age antes que a violência se concretize.

 

A abordagem de pessoas no interior dos coletivos e nos terminais foi conduzida com foco na identificação de condutas suspeitas e na interrupção de práticas criminosas recorrentes no transporte público. Ao atuar nesses ambientes, a ROMU não apenas reprimiu delitos, mas também desestimulou a ação de criminosos, criando um ambiente menos favorável à prática de assaltos e outras formas de violência.

 

O escopo principal da ROMU, nesse contexto, sempre foi cuidar das pessoas. Cuidar de quem sai de casa ainda de madrugada para trabalhar, de quem retorna no fim do dia cansado, de estudantes, idosos e trabalhadores que dependem exclusivamente do transporte coletivo. A atuação no ônibus urbano representa, talvez, uma das formas mais diretas e sensíveis de presença do Estado na vida cotidiana da população.

 

Ao concentrar esforços no transporte coletivo, a ROMU reafirma sua vocação para atuar onde a cidade é mais vulnerável e onde a presença do poder público faz maior diferença. Essas ações consolidam a Guarda Municipal de Manaus como instituição comprometida com a segurança cidadã, com a proteção da vida e com a prestação de um serviço público que alcança, de forma concreta, o cotidiano das pessoas.

 

OS RESULTADOS

 

A análise da atuação da ROMU no transporte coletivo não se sustenta apenas na percepção social ou na presença ostensiva nas ruas, mas também em dados objetivos, capazes de demonstrar o impacto concreto das ações implementadas. A mensuração dos resultados passou a ser elemento fundamental da política de segurança pública municipal, permitindo avaliar a efetividade das estratégias adotadas e orientar decisões futuras.

 

Nesse sentido, os indicadores estatísticos apresentados a seguir revelam, de forma clara, os efeitos da atuação especializada da RO-MU no enfrentamento aos crimes praticados no interior dos ônibus urbanos.

 

Ao comparar períodos equivalentes, torna-se possível observar a evolução do cenário e compreender como a presença qualificada da Guarda Municipal contribuiu para a redução das ocorrências e para o aumento da sensação de segurança da população usuária do transporte coletivo.

 

Os dados que se seguem traduzem, em números, uma escolha institucional orientada por planejamento, técnica e compromisso com a proteção das pessoas.

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2023 - 2024

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O gráfico apresentado evidencia uma redução significativa no número de assaltos ao transporte coletivo quando comparados os períodos de 01 de maio a 31 de dezembro dos anos de 2023 (quando não existia a ROMU) e 2024. No intervalo anterior à criação da ROMU, foram registrados 727 assaltos, enquanto no mesmo período de 2024, ano em que se iniciou a atuação do grupamento especializado, o número caiu para 375 ocorrências.

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Essa variação representa uma redução aproximada de 48%, demonstrando que os efeitos da presença ostensiva e especializada da Guarda Municipal no transporte coletivo foram percebidos logo no primeiro ano de funcionamento da ROMU. A queda expressiva indica alteração relevante na dinâmica criminal desses ambientes, tradicionalmente marcados por maior vulnerabilidade.

 

A diminuição dos registros não pode ser compreendida como fenômeno isolado ou pontual, mas como resultado direto de uma estratégia de segurança pública baseada em planejamento, presença qualificada e atuação direcionada às linhas e terminais com maior incidência de crimes. O gráfico, portanto, traduz em números o impacto inicial de uma política pública estruturada, voltada à proteção dos usuários do transporte coletivo e à redução de crimes que afetam diretamente o cotidiano da população trabalhadora.

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2024 - 2025

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O gráfico evidencia a consolidação dos resultados obtidos com a atuação da ROMU no segundo ano de funcionamento do grupamento. Ao comparar os períodos de 01 de janeiro a 14 de outubro de 2024 e de 2025, observa-se nova e expressiva redução no número de assaltos registrados no transporte coletivo, que passaram de 506 para 235 ocorrências.

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Essa variação representa uma queda aproximada de 54%, indicando que a redução observada no primeiro ano de criação da ROMU não apenas se manteve, como foi aprofundada ao longo do tempo. A diminuição da incidência criminal demonstra que a presença ostensiva e especializada da Guarda Municipal produziu efeitos duradouros na dinâmica dos crimes praticados no interior dos ônibus urbanos.

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O gráfico apresentado consolida indicadores objetivos de criminalidade no transporte coletivo de Manaus, permitindo avaliar o impacto da política pública de criação e consolidação da Ronda Ostensiva Municipal (ROMU). Observa-se que, no período anterior à implantação do grupamento, em 2023, os registros alcançavam patamares elevados, incompatíveis com um modelo de segurança urbana voltado à proteção do cidadão.

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A partir de 2024, com o emprego sistemático da ROMU, houve redução imediata e significativa das ocorrências, seguida de nova queda em 2025, o que demonstra não apenas um resultado circunstancial, mas a consolidação de um modelo operacional baseado em presença ostensiva, previsibilidade, especialização e integração institucional.

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Sob a ótica da governança da segurança pública municipal, os dados indicam que o investimento em efetivo qualificado, treinamento especializado e foco territorializada gerou ganhos mensuráveis de eficiência. A tendência de queda contínua reforça a ROMU como instrumento permanente de política pública, capaz de produzir resultados sustentáveis quando integrada ao planejamento estratégico da Guarda Municipal e às demais ações da Prefeitura de Manaus.

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O segundo ano de atuação da ROMU amplia o sucesso ao revelar que a redução observada no primeiro momento não foi pontual, mas se aprofundou no período seguinte. A continuidade da queda nos registros indica que a sua atuação não apenas interrompeu práticas criminosas recorrentes, como também alterou de forma duradoura a dinâmica do crime no sistema de transporte coletivo.

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Compreende-se a atuação da ROMU como um processo contínuo de impacto e consolidação. Mais do que números, os dados traduzem impacto direto na vida cotidiana da população usuária do transporte público. A redução dos assaltos significa maior sensação de segurança para trabalhadores que utilizam o ônibus diariamente, menor exposição à violência e maior confiança na presença do poder público nos espaços de maior vulnerabilidade urbana. Cada ocorrência evitada representa não apenas um crime a menos, mas a preservação da dignidade, da integridade física e psicológica das pessoas.

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Os dados, fornecidos pelo Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo (SINETRAN), reforçam que a atuação dessa especializada no transporte coletivo não se limitou a ações pontuais, mas constituiu uma política pública estruturada, baseada em planejamento, presença contínua e abordagem técnica. O gráfico, portanto, materializa o resultado de uma escolha institucional clara: priorizar a proteção das pessoas que dependem do transporte coletivo para ir ao trabalho e retornar com segurança para casa.

 

Nesse sentido, a análise dos dados confirma que a criação da ROMU e sua atuação direcionada no sistema de transporte coletivo consolidaram-se como instrumento eficaz de combate ao crime, reafirmando a Guarda Municipal de Manaus como agente estratégico da segurança urbana e da proteção social.

 

Por fim, a criação da ROMU reforça a narrativa central deste livro: a segurança pública municipal se constrói por etapas. A especialização somente foi possível porque houve estrutura administrativa, valorização dos servidores, formação contínua, mecanismos de controle e ampliação do efetivo. A ROMU é, portanto, fruto direto desse processo e símbolo de uma Guarda Municipal que alcançou maturidade suficiente para assumir, com responsabilidade e técnica, operações de maior complexidade.

 

Mais do que um grupamento especializado, ela representa a consolidação de um novo modelo institucional, no qual a atuação qualificada substitui a improvisação, o planejamento supera a reação e a proteção da vida permanece como valor central da segurança pública municipal.​​

 

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